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O papel do Cuidador de Idoso

Atualizado: 2 de Abr de 2020


No Brasil, a Constituição de 1988 considera responsabilidade da família, da sociedade e do Estado o suporte ao idoso, além do fornecimento de subsídios que garantam sua participação na comunidade, a defesa de sua dignidade e bem-estar e a garantia do direito à vida.



Novas leis e medidas foram empreendidas pelo Estado com o objetivo de proteger a pessoa idosa contra a discriminação, a violência e as dificuldades. A Política Nacional do Idoso (1994) e o Estatuto do Idoso são exemplos dessas medidas legais

No Brasil, onde existem deficiências no setor público, particularmente nas áreas de Saúde Pública e Seguridade Social, a família continua representando fonte primordial de assistência para parcela significativa da população idosa


Muitos idosos dependentes não podem nem devem ser mantidos em instituições hospitalares, principalmente quando não necessitam mais dos cuidados médico-hospitalares específicos, apesar de ainda necessitarem de cuidados especiais devido à dependência.


Na maioria dos casos, pela falta de recursos de ordem financeira que permitam a contratação de cuidadores especializados no ambiente domiciliar, esses cuidados são realizados por um membro da família, com exceção dos idosos sem rede de apoio familiar, que também constituem um grande problema a ser destacado.


Cuidador é a pessoa, membro ou não da família, que, com ou sem remuneração, cuida do idoso doente ou dependente no exercício de suas atividades diárias, tais como alimentação, higiene pessoal, medicação de rotina, acompanhamento aos serviços de saúde e demais serviços requeridos do cotidiano - como a ida a bancos ou farmácias - , excluídas as técnicas ou procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas, particularmente na área da enfermagem .


A família é, geralmente, a primeira e a mais constante unidade de saúde para seus membros, sendo que o cuidado prestado envolve ações de promoção da saúde, prevenção e tratamento de doenças, incluindo as de reabilitação.




A família funciona, na maioria dos casos, como uma totalidade, onde cada indivíduo desempenha um papel que irá influenciar no todo. A partir do momento em que um membro desse grupo adoece e/ou passa ser dependente não cumprindo mais um papel definido, a organização anterior sofre uma alteração que desencadeia uma crise, obrigando à reestruturação de papéis dentro da família.


O familiar que direciona para si todas as atividades relacionadas ao cuidado pode manifestar sentimentos de desconforto e solidão pela falta de apoio dos familiares, gerando uma crise no seu desempenho, em que a habitual relação de afeto e de reciprocidade é substituída por uma relação em que predomina, de forma unilateral, a imperiosa necessidade de fazer pelo outro praticamente sem nenhum retorno pessoal.

Os familiares se constituem numa rede autônoma de atendimento ao idoso e, muitas vezes, desconhecem que poderiam recorrer aos profissionais e aos serviços na busca de apoio e auxílio.



Consiste em um desafio para as famílias, já que, nas situações de doença de um membro familiar, o cuidador familiar perde sua independência e assume uma sobrecarga e estresse.




O cuidador profissional especializado e treinado pode dar auxílio não só ao assistido como também manter toda organização familiar humanizada e harmônica. A importância consiste em oferecer cuidados especiais, dignidade familiar e respeito ao assistido, para que a família possa conviver em sua plenitude.


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